quinta-feira, 8 de setembro de 2011
MT
terça-feira, 23 de agosto de 2011
"O GUITARRISTA NO TELHADO" na reta final
Abaixo, algumas imagens de divulgação e bastidores da produção.
Dessa vez, mudamos um pouco o estilo da arte que vínhamos fazendo nos filmes
Os cenários estão a cargo do ótimo Bernardo França, ilustrador Paulistano




...Charles Master!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
LOCOMOTIVA
O Locomotiva, que rolou nos dias 08 e 09/08, é um dos poucos festivais brasileiros exclusivos pra animação, o que por si só já seria uma iniciativa louvável, mas o mais legal é que ele acontece numa simpática cidade da serra gaúcha chamada Garibaldi, exibindo curtas nacionais pra um público formado basicamente por alunos das escolas locais que, apesar da chuva incessante, lotaram todas as sessões durante os dois dias da mostra.
Lisandro, Cora, Quiá, Maurício e Flávia
Nesta edição do Locomotiva eu, Lisandro, participei como animador homenageado, convite que o Maurício faz todos os anos pra algum profissional da área. Ele pediu também que eu criasse um desenho pra ser usado no material gráfico e eu fiz esse menino-maquinista que aparece nos cartazes, folders e até nos troféus entregues aos filmes premiados (foto abaixo).
Rolou também a “Noite do Animador” (na foto aí de cima), com exibição de curtas da Cartunaria e bate-papo com o público. Outro convidado de honra do evento foi o Animania, programa de animação da TV Brasil, representado pela produtora Cora, o apresentador Quiá Rodrigues e seu alter-ego, o boneco Zeca 2D. Eles aproveitaram pra cobrir o evento e o Zeca quase acabou destruído de tanto interagir com a criançada, rsrsrs.
Agradeço ao Maurício e equipe pelo convite e pela homenagem! Foi muito bacana ir a Garibaldi, comer comida italiana, reencontrar a trupe do Animania e ver de perto tanta gente prestigiando um festival de animação no interior do Rio Grande do Sul! E muita lenha nessa Locomotiva pra ela não parar! Grande abraço!
sexta-feira, 29 de julho de 2011
ANIMA RIO
Finalmente pude confirmar o que muitos amigos me diziam, que o Animamundi carioca é imperdível, tanto pelo encontro com a galera que produz animação Brasil afora e artistas estrangeiros, quanto pelo contato com animações de várias técnicas e estilos, muitas delas insanamente bem executadas, tudo isso com os cenários únicos que o Rio oferece, especialmente o centro da cidade onde rola a função toda. Encontrei por lá a turma que normalmente se esbarra em eventos desse tipo por aí, entre eles a tropa de elite da animação brasileira da foto abaixo: Marcelo Marão, Ana Luiza Pereira, Tiago Mal, Cristiane Fariah, Fábio Yamaji e Andrés Lieban.
Também registrei na foto acima o encontro com a equipe do Animania, programa sobre animação da TV Brasil capitaneado pelo grande camarada Quiá Rodrigues, pra quem gravei um rápido depoimento sobre nosso trabalho. Eles foram homenageados esse ano com o prêmio ABCA, que é a associação dos animadores, entregue durante a cerimônia de premiação do festival, um reconhecimento mais do que merecido. Já essa foto aí embaixo foi tirada quando encontrei o Carlos Saldanha, brasileiro radicado nos EUA que dirigiu, entre outros filmes, o longa-metragem Rio, do qual falou por quase três horas pra uma platéia lotada de nerds, profissionais da animação e público em geral.
E pra finalizar rolou uma pizza com o pessoal da animação (foto abaixo) no último dia do evento que coincidiu com meu aniversário, mas tive que rachar a conta do mesmo jeito, rsrsrs! Foi divertida e bastante produtiva minha passagem pelo Animamundi, dessa viagem trago alguns suvenires, a cabeça cheia de idéias e a vontade de voltar todos os anos, de preferência sempre com um filme da Cartunaria entre as animações exibidas no Festival.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
GUITAR HERO!!
A Abbey Road virou uma rua do centro de Porto Alegre no novo curta-metragem que vamos produzir pro Histórias Curtas deste ano, chamado “O Guitarrista no Telhado”. Com direção e roteiro do Guto Bozzetti, esse vai ser nosso quarto trabalho pra RBS, que desde 2007 tem apoiado a produção de animações pra TV. Era grande a nossa expectativa de voltar a fazer um filme nesse formato e acredito que essa empolgação tenha sido determinante pra escolha do nosso projeto entre os 8 finalistas, já que dessa vez 14 diretores selecionados entre quase 40 participantes tiveram que apresentar suas idéias em um pitching, onde o realizador (Guto na foto abaixo) teve que defender seu curta e responder perguntas dos jurados. A produção já começou e semana passada gravamos as locuções dos personagens, com a participação de figuras ilustres do rock gaúcho. O próximo passo é fazer o animatic pra começar a animar e preparar o espírito pra pauleira que vem pela frente, já que temos até setembro pra terminar tudo! Hey ho, let's go!!quinta-feira, 26 de maio de 2011
Porto Alegre é demais!
Porto Alegre é demais! Pelo menos é o que diz o jingle de uma campanha publicitária que passa na TV, uma sequência de belas imagens de pontos turísticos da capital gaúcha e o clássico pôr-do-sol no Guaíba pra fechar o comercial. Ok. É legal valorizar a própria cidade, mas na hora de retratar Porto Alegre eu (Lisandro) prefiro seguir por um caminho menos óbvio e usar como ponto de partida peculiaridades da cultura local que de tão corriqueiras acabam passando despercebidas pra maioria das pessoas, coisas aparentemente banais que servem de mote pra contar uma história original, mesmo que muitos achem que o “gênero” animação não sirva pra uma narrativa naturalista próxima da realidade. Eu já acho que desenho animado não é território exclusivo de super-heróis ou animais falantes e recriar lugares e situações típicas do cotidiano faz parte da busca por uma identidade própria, afinal fugir dos clichês é uma das coisas que diferenciam o trabalho autoral da publicidade.
Quando produzimos o Ciadade Fantasma no final dos anos 90, poucos se davam conta que a migração em direção ao litoral nos meses de verão era uma coisa tipicamente porto-alegrense, na época mostrar o ponto de vista de quem fica na cidade vazia contribuiu pro clima underground do filme, mas hoje em dia essa fuga em massa pra praia já foi assimilada como algo tão característico de Porto Alegre quanto a estátua do Laçador, tanto que é comum ver nos jornais fotos comparando avenidas normalmente engarrafadas durante o ano com as ruas desertas no feriado de carnaval. Não que essa percepção coletiva tenha acontecido por causa do curta, na verdade isso já vinha tomando forma no imaginário popular quando tive a idéia pro roteiro, assim como a “garota-anime” do filme que foi criada um pouco antes dos desenhos japoneses invadirem o Brasil, tudo faz parte de um processo intuitivo de criação que recebe influências de todos os lados, podendo vir tanto do exterior quanto de outras partes do país, já que cada região tem suas próprias características e dialetos, por isso acho importante entender o próprio contexto pra poder filtrar essas referências e não repetir estereótipos ou reforçar bairrismos, existe toda uma gama de elementos contemporâneos e urbanos que falam muito mais sobre a gente do que, por exemplo, a figura manjada do gaúcho com bombacha e chimarrão.
Muita gente fica surpresa quando descobre que o x-coração não existe em nenhum outro lugar do mundo. Assim como quem não é do Rio Grande do Sul custa a acreditar que um sanduíche feito com coração de galinha seja tão popular por aqui. A idéia do curta-metragem X-Coração surgiu justamente dessa estranha peculiaridade da gastronomia gaúcha, aproveitando o trocadilho do título pra contar uma história de amor. Depois que o curta foi ao ar pela RBS TV surgiram inúmeras matérias e textos por aí falando sobre esse lanche, dando a ele o status de ícone cultural. Mérito do curta? Talvez em parte, já que o alcance da televisão é enorme, mas o mais provável é que assim como aconteceu com o Cidade Fantasma eu só tenha prestado atenção em algo que até então não parecia ter relevância pra ganhar destaque, muito menos pra virar um filme. Ser universal falando do próprio quintal é o que tento fazer quando uso Porto Alegre como tema, tratando a cidade onde moro desde que nasci como se fosse um personagem e ao mesmo tempo levantando questões da natureza humana que qualquer um se identifica, independentemente da localização geográfica.
No mini-metragem Liguiças Arvoredo pegamos emprestada uma famosa lenda urbana de Porto Alegre pra fazer uma piada de humor negro, mas já falamos há pouco tempo sobre essa animação aqui no blog, então quem não viu ainda é só voltar alguns posts e conferir. Também vale a pena uma busca no Google pra saber mais sobre os crimes da Rua do Arvoredo ou ir atrás de livros e filmes sobre esse caso real e bizarro.
Entre esses curtas O Retorno de Saturno é o que tem menos relação com Porto Alegre, dá pra dizer até que a cidade faz só uma ponta no filme, se destacando na cena do acidente de carro que acontece durante uma perseguição, onde os personagens vão parar dentro do Arroio Dilúvio, que pra quem não sabe é um riacho poluído que corre ao longo da Av. Ipiranga e deságua no Lago Guaíba. E adivinhem?! De novo a vida imita a arte, ou o artista imita a vida que imita a arte, porque algum tempo depois da exibição do Retorno de Saturno na TV, o ator gaúcho Werner Schunemann, que ganhou fama nacional atuando nas novelas globais, virou febre na internet com o vídeo onde aparece dando uma entrevista depois de mergulhar no riacho com seu carro: http://www.youtube.com/watch?v=YIwDjgWbdGY&feature=related. Esse tipo de acidente acontece com muita frequência e eu sempre achei isso engraçado, já que na maioria das vezes a consequência mais grave é tomar um banho no esgoto, por isso quis usar essa situação tragicômica pra prestar uma homenagem ao renegado Arroio Dilúvio, que não aparece em nenhum cartão postal da cidade.










